GRUPO DE APOIO À FAMÍLIA E À ADOÇÃO DE PETRÓPOLIS.


COMO JÁ DIZIA AQUELA ÓTIMA PROPAGANDA: VOCE PRECISA REVER SEUS CONCEITOS...



Escrito por GAFAP às 10h06
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Infância: acesso ampliado ao Cadastro Nacional de Adoção permitirá atuação mais efetiva do MP.

Já está disponível para membros do Ministério Público em todo o Brasil o acesso ampliado ao Cadastro Nacional de Adoção (CNA), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça. A medida permite que promotores e procuradores da área da infância façam o cruzamento dos dados disponíveis no banco, comparando informações sobre as pessoas> habilitadas para adoção com os perfis das crianças na fila de espera da adoção em todo o país.

O acesso ampliado era exclusivo para juízes e foi estendido aos membros do MP depois de negociação conduzida pela Comissão de Infância e Juventude do CNMP. O objetivo é democratizar o acesso à informação no sistema de Justiça e, com isso, dar os membros do MP mais subsídios para uma atuação cada vez mais efetiva na área, explica a conselheira Sandra Lia, presidente da Comissão. A senha para o acesso ampliado é a mesma já utilizada para o acesso regular ao cadastro. Os promotores que não ainda têm senhas devem procurar o setor de informática do respectivo MP.

A Comissão de Infância e Juventude está concretizando o acesso dos membros do MP aos Cadastros Nacionais de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL) e de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA), também mantidos pelo CNJ. Os acessos já foram autorizados, mas a viabilização depende apenas de ajustes técnicos. Nos dois casos, a distribuição de senhas será feita pelo próprio CNMP.
Secretaria de Comunicação
Conselho Nacional do Ministério Público
Fone: (61) 3366-9133/9134/9131
as...@cnmp.gov.br

Extraído de: Conselho Nacional do Ministério Público - 19 de Outubro de 2010
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2424812/infancia-acesso-ampliado-ao-cadastro-nacional-de-adocao-permitira-atuacao-mais-efetiva-do-mp



Escrito por GAFAP às 09h59
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O que é um grupo de apoio à adoção dentro de uma perspectiva teórica?

GRUPOS DE APOIO À ADOÇÃO: FINALIDADES E DINÂMICA.

Tania O. Luchi* 

Publicado no Boletim Eletrônico da Associação Brasileira Terra dos Homens- ABTH em 05/2003.

Parte I

Os Grupos de Apoio à Adoção – GAAs têm sua origem na iniciativa de inovadores, e empreendedores pais, que se associaram com o objetivo de apoio mútuo e troca de experiências em um espaço ainda tão desconhecido como a experiência da adoção.

Um grupo de apoio à adoção geralmente se constrói a partir de emoções, motivações, e experiências profundamente pessoais relacionadas à experiência da adoção, só então, se transformando em um projeto coletivo: Um GAA.

Se solicitarmos que cada Grupo de Apoio à Adoção brasileiro conte a história de sua origem e desenvolvimento, teremos provavelmente dois relatos que correrão em paralelo: A história oficial, que é a da formação e desenvolvimento do grupo que levou a idéia à frente, das suas lutas, sucessos, e vicissitudes, e a história das várias motivações individuais e profundamente pessoais de cada uma das pessoas que participaram da origem e desenvolvimento do grupo.

Assim, a base de um GAA é fundamentalmente emotiva na sua origem e na sua sustentação, canalizar as motivações emocionais para um projeto coletivo guiado pela razão e com metas estabelecidas é uma das principais tarefas e desafio dos GAAs.

Desde a época da fundação do primeiro GAA até os nossos dias o perfil desses grupos mudou, assim como, sua constituição e finalidade. Hoje a composição desses grupos é mista, são formados por pais, pretendentes à adoção, e técnicos tais como psicólogos e assistentes sociais. Também sua finalidade vem ampliando-se, incorporando ao tradicional trabalho de apoio mútuo, o aspecto educativo e informativo, assim como projetos de aspecto social.

Dessa forma, a dinâmica dos Grupos de Apoio à Adoção vem tornando-se mais complexa, já que os grupos atuam basicamente com dupla finalidade, o que exige do grupo diferentes formas de funcionamento, e uma dinâmica interna compatível com o funcionamento dos grupos operativos. A expressão “grupo operativo” é muito genérica e segundo Zimerman(1) sua essência designa mais propriamente uma ideologia do que uma técnica específica, onde um aprendizado conectado com uma mudança psicológica(atitudes) está incluído.

Entretanto, no sentido de compreender a dinâmica dos GAAs, se utilizará esta classificação sem perder de vista que em sua essência os fenômenos grupais são semelhantes e que o aspecto que  realmente estabelece a diferença é a finalidade do grupo.



Escrito por GAFAP às 21h15
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Continuação do artigo.

Parte II

 

Os Grupos de Apoio à Adoção têm ou devem ter, basicamente, duas finalidades: A primeira é a de educação e informação, assim como de apoio e acompanhamento dos processos emocionais de seus participantes em relação ao tema da adoção, a segunda é a de trabalhar com a adoção como projeto social.

Em sua finalidade de grupo de apoio as GAAs funcionam com uma dinâmica interna típica dos grupos operativos de mútua-ajuda, enquanto que em sua finalidade de desenvolver projetos sociais relativos à adoção, sua atuação exige uma dinâmica de grupo típica dos grupos operativos comunitários.

Essa duplicidade de objetivos demanda do grupo diferentes tipos de funcionamento que ocorrem de forma simultânea, o que torna mais complexa sua dinâmica interna, atuação, e coordenação.

No que se refere à primeira finalidade dos GAAs, eles funcionam como grupos operativos de mútua-ajuda porque seu funcionamento, segundo a autora, está dentro dos princípios básicos característicos desse tipo de grupo descritos por Rootes e Anes (2) e citados por Barros (3). São eles:

  • Experiência compartilhada e apoio mútuo - nos GAAs os participantes são pais adotivos, ou pretendentes à adoção que se encontram para compartilhar experiências, explorar dúvidas, e se apoiarem emocionalmente.
  • Educação - os GAAs têm uma preocupação com a orientação pedagógica de seus participantes no que se refere ao tema da adoção. Procuram organizar biblioteca e videoteca, oferecem listas com bibliografia sobre o tema da adoção especificas para crianças, adolescentes e adultos, assim como, bibliografia específica para adoções tardias, monoparentais, inter-raciais, de grupos de irmãos, etc.
  • Auto-administração- usualmente há uma coordenação ou diretoria legitimada pelo próprio grupo, sendo as várias tarefas executadas pelos membros voluntários do grupo.
  • Aceitação de responsabilidade por si próprio.
  • Objetivo único- o foco é a experiência da adoção.
  • Participação voluntária.
  • Concordância na mudança pessoal.
  • Anonimato e Confidência.
  • Não possuem interesses financeiros ou fins lucrativos


Escrito por GAFAP às 21h13
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Continuação do artigo.

 Parte III 

Entretanto, seria legítimo questionar: As GAAs efetivamente funcionam, atingem os objetivos mencionados? E porque efetivamente funcionam? Para a autora a eficácia de seu funcionamento se deve ao fato de cumprirem as três características básicas descritas por C. Barros(3) para os grupos operativos de mútua-ajuda, que são: A homogeneidade, os participantes dos GAAs se identificam através da experiência da adoção, o que cria a coesão grupal necessária, e assim surgem alianças fraternais com o correspondente sentimento de ser compreendido, apoiado, e respeitado; a modelização, onde o compromisso emocional dos membros do grupo com os modelos e ações propostas pelo próprio grupo, em relação à vivência da adoção, correspondem à melhora da auto-estima, melhora das relações familiares, e `a ações transformadoras; e a confrontação, onde os membros do grupo confrontam a sua subjetividade com os dados objetivos oferecidos pela realidade psicológica e social do grupo, o que leva a uma atitude de auto-reflexão, e à mudança.

No que se refere a segunda vertente de atuação dos Grupos de Apoio à Adoção, ou seja, a de trabalhar a adoção como projeto social desenvolvendo ações que efetivem esse objetivo, sua dinâmica é coerente com o funcionamento dos grupos operativos comunitários descritos por Célia (4).

Nesse sentido na visão da autora, duas características básicas de funcionamento de um GAA, enquanto grupo operativo comunitário, o diferenciam da dinâmica desenvolvida enquanto funcionando como grupo operativo de mútua ajuda: Ser centrado na tarefa,  implementar ações que incluam adoção como projeto social, e ser movido pela “energia social” do grupo, que seria o somatório das participações individuais que potencializam o grupo, capacitando-o a criar estratégias que possibilitem a sua auto-realização, ou seja, a de adotar a adoção como projeto social.Esse é o aspecto mais desafiante e inovador dos GAAs, pois perceber a adoção como fazendo parte de um projeto social é uma perspectiva relativamente nova no meio técnico, e ainda desconhecida para a maior parte da sociedade. A adoção é tradicionalmente percebida como uma maneira de prover casais inférteis de bebês, ou, pessoas sós de companhia, dar à adoção uma perspectiva social é um desafio dos últimos anos. Está baseada em um princípio fundamental do ECA: “... o direito que toda criança tem de crescer em uma família”. É uma perspectiva em construção na sociedade, na cultura dos abrigos, na área jurídica e até mesmo nos Grupos de Apoio à Adoção.

Quando um grupo trabalha com essa perspectiva, desenvolve projetos que ultrapassam o trabalho de reflexão, de educação com as famílias adotantes, e de preparação dos pretendentes à adoção. Ocupando o amplo espaço social que abarca as crianças institucionalizadas, as “famílias abandonadas”, o papel da escola e dos livros escolares na reformulação dos conceitos relacionados à adoção, enfim, todas as mudanças sociais necessárias a uma nova cultura da adoção. Dessa forma, talvez o maior desafio para um Grupo de Apoio à Adoção, seja o de ultrapassar a busca legítima de soluções para as necessidades individuais de seus participantes, e assim, alcançar a essência da Adoção: um gesto de amor solidário.

                                                                                                                               FIM 

*Psicóloga, psicoterapeuta de família e de casal, fundadora e presidente do Grupo de Apoio à Família e à Adoção de Petrópolis-GAFAP. 



Escrito por GAFAP às 21h12
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Continuação do artigo.

Parte IV

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.

 

 

(1)    ZIMERMAN, D.E. “Classificação Geral dos Grupos” em Zimerman, D.E. e Osório, L.C. , Como Trabalhamos com Grupos-Porto Alegre: Artes Médicas,1997.

 

(2)    Rootes, L.E.; AAnes, D.L. “A Conceptual Frameork for Understanding

Sel-help Groups: Hospital and Community Psyquiatric”,  Washington,    43(4): 379-81,1992.

 

(3)     Barros, Carlos,A.S.M. “Grupos de Auto-ajuda” em Zimerman, D.E. e Osório, L.C. Como Trabalhamos com Grupos-Porto Alegre: Artes Médicas,1997.

 

(4)    Célia,Salvador, “Grupos Comunitários” em Zimerman, D.E. e Osório, L.C. Como Trabalhamos com Grupos-Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

 

 



Escrito por GAFAP às 21h11
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CADASTRO UNIFICADO MOSTRA A SITUAÇÃO DAS CRIANÇAS ABRIGADAS.

O MCA- MÓDULO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE, foi lançado pelo Ministério Público-MP  em 2008, e é um banco de dados online, onde um perfil detalhado de todas as crianças abrigadas em instituições do Estado do Rio de Janeiro está disponível e pode ser acessado e atualizado em tempo real por diretores de abrigos, juizes, promotores e conselheiros tutelares.Alguns desses dados são inclusive, divulgados para a população no Censo da População Infanto-Juvenil Abrigada no Estado do Rio de Janeiro, no site do MP www.mp.rj.gov.br/portal/page/portal/MC , o próximo censo será divulgado no próximo setembro de 2010.

Um dos maiores avanços obtidos com o uso do cadastro foi, além da redução de crianças abrigadas desde 2008, a devolução desses menores às suas famílias de origem, em 53% dos casos houve reintegração familiar, e em cerca de 18%, colocação em família substituta. Depois da promulgação da lei de 12.010, de 3/8/2009, nenhuma criança abrigada pode ficar internada em uma instituição por mais de dois anos, salvo raras excessões, e todas as que estivem em situação de acolhimento terão sua situação revisada pela justiça a cada seis meses. Esses dados também podem ajudar na formulação de políticas públicas.

O QUE REVELAM OS DADOS.

  • QUANTAS SÃO: O Estado do Rio tem 2.784 crianças e adolescentes vivendo em 241 abrigos. Apenas 204 estão disponíveis para adoção.
  • ONDE ESTÃO: A cidade com maior percecentual de crianças abrigadas é o Rio, (41,49%), seguido de Nova Iguaçu (6,36%), e Caxias (5,85%).
  • IDADES: A maioria das crianças abrigadas tem entre 10 e 12 anos (22,38%) . Em seguida, vem a faixa de 13 a 15 anos (21,19%) , e de 7 a 9 anos ( 18,75%).
  • OS MOTIVOS DO ACOLHIMENTO: As quatro principais causas de acolhimento são negligência (23,60%), abandono pelos pais(16,63%), abusos físicos e psicológicos (9,09%) e situação de rua(7,33%).
  • DECRÉSCIMO: Entre maio de 2008 e dezembro de 2009, o número de menores vivendo em abrigo caiu de 3.732, para 2.784 (948 a menos).
  • PARA ONDE VÃO: Do total de crianças que passaram pelos abrigos do Estado e conseguiram deixar as instituições 52,40% retornaram às suas famílias de origem; 17,69% foram viver em famílias substitutas, sendo adotados. O restante mudou de regime (2,49%) alcançou a maioridade (6,32%), faleceu (0,33%), fugiu da instituição(19,35%), ou saiu por outros motivos(1,47%). No primeiro censo de 2008, o percentual de crianças que retornaram para suas casas era de 28,24% e o de adotados, 11,27%.

Esses dados foram retirados da reportagem do jornal O Globo de 15/8/2010, "O clique que mudou a vida de mil crianças" de Simone Candida.



Escrito por GAFAP às 08h58
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Adoção: Profissão Repórter

http://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2010/08/conheca-lei-de-adocao-e-saiba-qual-o-caminho-ate-o-novo-filho.html

Classificação:

BASTANTE INTERESSANTE E MUITO INFORMATIVO. VALE A PENA CONFERIR.



Categoria: Link
Escrito por GAFAP às 21h50
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O que levar para as crianças dos abrigos?

AMOR X ALIMENTO.

 

Silvia Morelli Andrea.

                                                                                                                                          Nutricionista CRN4 - 09100997

 

Existe uma pergunta muito importante a ser feita: O que levar para um abrigo de crianças quando for visitá-lo?  De que forma podemos ajudar?

Sabemos que o que faz a alegria das crianças e fazem seus olhos brilharem: são os doces, chocolates, e biscoitos. De fato nos faz um bem enorme ver o sorriso de uma criança, afinal ela está ali tão necessitada de amor, atenção, e principalmente de um lar. No entanto precisamos parar um pouquinho para pensar que muitas outras pessoas têm essa mesma atitude nobre de levar esses alimentos e com isso, elas comem em excesso, pois não é possível armazenar por muito tempo as guloseimas.

E aí vem os prejuízos fisiológicos no dia seguinte em que não estamos lá para presenciar. Elas normalmente têm diarréia e fortes dores estomacais, estimulando ainda verminoses dentre outros.

Então o que devemos fazer?  Como poderemos levar alegria para elas?

É simples, reduzimos a quantidade de guloseimas e levamos outras coisas que são igualmente importantes, como por exemplo: artigos de higiene pessoal, alimentos não perecíveis, e é claro, o “doce saudável”. O que é isso? São frutas, que as crianças também adoram e que são fundamentais para dar suporte nutricional e ajudá-las a crescer saudáveis.

 Não temos que levar tudo ao mesmo tempo, mas é importante sempre levar o nosso amor - o alimento maior.

 

FIM 



Escrito por GAFAP às 12h41
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CRIANÇAS ADOTADAS TARDIAMENTE E PROBLEMAS DE ENURESE.

Tania Luchi

Psicóloga clínica, psicoterapeuta de família.

Presidente do GAFAP

Parte I

Os profissionais que trabalham na coordenação de grupos de apoio à adoção, assim como os que trabalham na clínica com famílias, ou, com crianças que foram adotadas tardiamente, isto é, após os dois anos de idade, com freqüência se deparam com queixas relativas a problemas de enurese, seja a noturna, quando a criança faz xixi enquanto dorme, e que é a mais freqüente, seja a diurna, esta mais rara, e que aparece de forma mais branda e passageira.

Isto costuma intrigar os profissionais e desorientar a família adotiva, que tem que lidar com mais esse estresse no início do estágio de convivência, um período em que já estão vivenciando as tensões típicas dessa fase.

Então, a questão que se coloca é porque as crianças adotadas tardiamente apresentam com freqüência enurese, e o que os pais podem fazer para ajudá-las?

Para facilitar a compreensão da questão vamos definir a enurese como a falta de controle da emissão da urina, com micções completas na cama ou na roupa que podem aparecer de dia ou a noite de forma involuntária, e que se mantêm ou aparecem depois de ultrapassada a idade de aquisição normal do controle esfincteriano. Na ausência de situações adversas, o controle dos esfíncteres, quer diurno, quer noturno, ocorre em cerca de 98% das crianças, até os cinco anos, entretanto há alguma diferença na apresentação do problema nos diferentes sexos:

·         Aos 5 anos:   7% sexo masculino, e 3% sexo feminino.

·         Aos 10 anos: 3% sexo masculino, e 2% sexo feminino.

·         Aos 18 anos: 1% sexo masculino, e 1% sexo feminino.

Dessa forma podemos observar que a prevalência da enurese se apresenta diferentemente entre meninas e meninos na diferentes faixas etárias, sendo que os meninos teriam mais problemas de enurese do que as meninas, mas que a partir dos dezoito anos o problema se igualaria nos dois sexos. A enurese diurna é mais comum nas meninas, e ocorre mais habitualmente nas primeiras horas da tarde, e nos dias de escola, devendo-se ao fato da criança segurar o xixi para continuar brincando.

De uma maneira muito superficial vamos tentar compreender o funcionamento neurológico do mecanismo da produção da urina à noite. O ser humano adulto produz um hormônio antidiurético através de uma glândula do cérebro chamada hipófise, ela atua nos rins diminuindo a produção de urina a noite, as crianças até os cinco anos ainda não teriam uma maturidade neurológica que pudesse propiciar um perfeito funcionamento desses mecanismos, somente após essa idade é que poderíamos descrever esse comportamento como uma doença denominada enurese noturna.

Não se deve confundir a enurese com a incontinência urinária de origem orgânica que, normalmente aparece após alguma infecção do trato urinário, ou, mais gravemente, em problemas neurológicos, por isso é importante que um médico examine a criança e confirme o diagnóstico de enurese.

Entretanto, as causas mais comuns para a enurese seriam: problemas hormonais, alterações anatômicas, problemas na bexiga, alterações neurológicas, alterações musculares, alterações infecciosas, mas, principalmente, problemas psicológicos. Os especialistas consideram a enurese infantil como um dos principais sintomas utilizados pelas crianças para reclamar atenção e mostrar que têm necessidade de ajuda, e sendo um sintoma, é importante frisar que é involuntária. É comum que a enurese noturna apareça após o nascimento de um irmão, depois de algum problema familiar grave, e depois de uma separação importante. É considerada, de maneira geral, como uma forma de regressão da criança.

E assim retomamos a questão: Porque as crianças adotadas apresentam com tanta freqüência enurese?

A criança que foi adotada se distingue das demais crianças pelo fato de que a sua história é uma história de perdas, separações e rupturas, seja lá com que idade ela tenha sido adotada, antes ela vivenciou a perda dos pais biológicos, que é a primeira experiência que o ser humano tem de pertencer e de ser aceito.  É claro que um bebê não é capaz de lembrar-se da traumática separação de seus pais, ou, de sua mãe, o que parece que fica preservado é um estado difuso de angústia e ansiedade, há um cheiro, um som de voz, uma batida de coração, o calor de um corpo, tudo isso que foi interrompido repentinamente, assim gerando uma sensação de incompletude e perda que é difícil de o adotado compreender, e que muitas vezes o acompanha por toda a vida.

Já com as crianças com mais idade que são separadas de seus pais, irmãos, parentes, vizinhos, coleguinhas de escola, e do local onde morava, a sensação de perda é nítida e profunda, embora a criança raramente fale sobre a sua dor. Entretanto ela sabe que foi abandonada, ou, “retirada” de seus pais, e muitas vezes se culpa por isso, imagina que “somente uma criança ruim como ela mereceria isso”. Assim, a auto-estima, a autoconfiança e a segurança da criança que foi adotada costumam ser muito frágil, ela vivencia um permanente estado de vulnerabilidade e desamparo que gera ansiedade e angústia.

 Mas geralmente ela não passou apenas por essa perda primeva, muitas vezes ela trocou de abrigos, viu os coleguinhas e irmãos se irem, viveu as várias mudanças das “mães institucionais”- as funcionárias do abrigo, em fim, uma série de rupturas e separações fazem parte de sua história, e que os pais têm grande dificuldade de acolher, e ajudar a criança a expressar, já que lhes provoca grande sofrimento se deparar com a dor de seu filho. Pensam que agora que seu filho possui uma casa, um lindo quarto, e pais que a amam, a segurança será automaticamente recuperada, infelizmente não é assim tão simples. Essa será uma construção lenta, e a confiança na vida e nos adultos de quem depende se fará paulatinamente, e levará muito tempo.

Dessa forma, sendo a enurese a expressão de uma instabilidade emocional, e uma forma de regressão da criança, é absolutamente compreensível que a criança adotada apresente com freqüência esse problema, principalmente no estágio de convivência, quando ela “sabe” da precariedade da sua situação: podem ficar com ela, ou, simplesmente devolvê-la, e a sua experiência de vida é de que ela “sempre perde o que ama”, como conseqüência, ela entra em pânico, e a enurese é uma das formas de evidenciar isso.

obs: A parte II do texto continua abaixo.



Escrito por GAFAP às 19h20
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Parte II

Esse texto tem como foco a enurese, assim, como os pais podem ajudar seu filho a superar a enurese?

Tendo consciência de que a enurese é involuntária, logo, a criança não deve ser castigada, humilhada, ou culpabilizada, se os pais ficam exageradamente ansiosos, ou são excessivamente rigorosos com a criança, podem transformar o problema em algo muito mais difícil de ser superado, adiando assim a sua resolução. Quando a enurese se alonga na vida da criança impõe a mesma, limitações em sua vida social, tais como: dificuldade de pernoitar na casa de primos e de amigos, participar de acampamentos escolares, etc. Gerando vergonha dos companheiros, timidez, e tristeza em relação às punições por parte dos pais.

Os pais podem ajudar a criança motivando-a através de um sistema de prêmios à medida que ela vai alcançando maior controle da micção, por exemplo: fazer um cartaz e fixar no quarto da criança onde carinhas felizes são desenhadas a cada etapa de 5, 10, 15, 20 e 30 dias sem molhar a cama, ou estrelinhas podem ser afixadas na agenda a cada dia que não molhar a cama. Quando cada etapa for vencida elogios e um presentinho, bem simples, pode ser oferecido à criança.

 É importante contar com os fracassos, e não desestimular a criança quando ela volta a fazer xixi na cama, o que se deve mostrar a ela é que ela já foi capaz de controlar o xixi, e que será uma vencedora novamente. Por vários motivos a criança adotada, mais do que qualquer outra, deve ser continuamente valorizada e elogiada em tudo que ela é, ou faz de bom. Isso não significa que os pais serão omissos em relação aos erros da criança, significa apenas que o caminho para educá-la passa mais pelo elogio ao que ela faz de positivo, do que pela crítica severa aos seus comportamentos negativos.

Mas há outras medidas práticas que ajudam na solução do problema:

·         O quarto da criança deve ser o mais próximo possível do banheiro.

·         Afixar na tomada uma luzinha que facilite o caminho até o banheiro.

·         Evitar a ingestão de líquidos duas horas antes do sono.

·         Evitar alimentos que irritam a bexiga, tais como: chocolate, café, refrigerante de coca, sucos de fruta que sejam diuréticos, especialmente o de laranja.

·          Proteger o colchão, mas nunca colocar fraldas na criança, pois isso irá prolongar o problema.

Também existe outro recurso muito eficaz que é o “exercício para segurar o xixi”, que é uma forma de ajudar a criança a tomar consciência do processo urinário, de forma a levá-la a aumentar a sua sensibilidade em relação à vontade de fazer xixi. O exercício deve ser feito de uma maneira leve, como uma brincadeira:

·         Faça o seu filho, na parte da manhã de preferência, ingerir de uma só vez muito líquido. Ajude-o a identificar quando a bexiga está muito cheia e a conseqüente vontade de fazer xixi. Isso irá ajudar o cérebro da criança a reconhecer a sensação da bexiga cheia.

Mas, principalmente, tenha muita paciência, não grite, não puna, e não fale com terceiros sobre o problema, de modo a não humilhar o seu filho, e acredite que vocês dois juntos ganharão a árdua batalha contra o inimigo xixi.

FIM

OBS. Este texto se baseou em várias informações técnicas coletadas através do tempo em vários sites da Internet que infelizmente a autora do artigo não anotou, apenas foi possível recordar de dois deles: www.pipistop.com.br   e o site do serviço de pediatria do Hospital de Braga cujo texto da Dra Helena Silva foi de grande valia, mas a todos a autora deve a produção deste artigo. 



Escrito por GAFAP às 19h18
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Sociólogo português.

Autor: Boaventura Santos.

Buscar na Web "Boaventura Santos."

Quando: contemporâneo

"Temos o direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza, temos o direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza".



Categoria: Citação
Escrito por GAFAP às 21h48
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VII ENCONTRO ESTADUAL DOS GRUPOS DE APOIO À ADOÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

http://www.eegaarj.org.br

Data: 17 e 18/9/2010 - Hora: 9:00

Local: INSTITUTO METODISTA BENNETT

O ENCONTRO É UMA EXCELENTE OPORTUNIDADE PARA OS GRUPOS DE ADOÇÃO DO ESTADO ENTRAREM EM CONTATO, E PARA PAIS E FILHOS ADOTIVOS ENCONTRAREM GRUPOS DE PERTENCIMENTO. O PROGRAMA DO VII ENCONTRO, ESTE ANO NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, E INFORMAÇÕES SOBRE AS INSCRIÇÕES PODEM SER FEITAS ATRAVÉS DO SITE.



Categoria: Evento
Escrito por GAFAP às 12h58
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CRIANÇAS PARA ADOÇÃO EM PETRÓPOLIS-RJ REGIÃO SERRANA

Para a nossa alegria a Tany já está em estágio de aproximação com seus futuros pais.

UMA FAMÍLIA PARA A TANY.

 

A Tany é uma menina alegre e companheira, as tias do abrigo aonde ela vive a descrevem como uma criança muito dócil, carinhosa e prestativa. Como toda menina nessa idade, ela tem ainda aspectos infantis, e assim, gosta muito de brincar de boneca, das amigas, e de dançar, por outro lado, é muito vaidosa e gosta de brincar de se “arrumar” e de pintar as unhas.  A Tany também tem um lado triste, os seus quatro irmãos menores já encontraram uma família e ela restou no abrigo, ela sente muito por isso...

Ela vivia com seus pais e irmãos em uma comunidade rural da cidade de Petrópolis-RJ, assim, não recebeu muita estimulação, e como quase todas as crianças que vivem nessa situação, tem dificuldades de aprendizagem e está no segundo ano com dez anos, embora não tenha nenhum problema neurológico.

A Tany precisa de pais carinhosos, e não muito exigentes com os estudos, mas capazes estimular a sua curiosidade e inteligência, assim como, de apoiar os seus esforços para recuperar o tempo perdido, em troca, terão uma filha companheira e colaboradora. Você pode ser essa mãe, ou, esse pai?

Informações mais detalhadas podem ser obtidas no Núcleo de Psicologia do Juizado da Comarca de Petrópolis com as psicólogas Simone, ou Marta, ou com a assistente social Ana Paula através do telefone (24) 2244.6296, ou pelo e-mail petservpsi@tjrj.jus.br



Escrito por GAFAP às 10h48
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CRIANÇAS PARA ADOÇÃO EM PETRÓPOLIS-RJ REGIÃO SERRANA.

NÓS SOMOS TRÊS IRMÃOS A PROCURA DE PAIS.

 

Eu sou o Kaká, tenho seis anos e sou pretinho, sou esperto e adoro brincar com carrinhos, quando eu crescer vou ser mecânico! Também sou craque com a bola. Eu sou  bravo, adoro brincar de lutar com os meninos mais velhos do abrigo aonde vivo. Na escola estou na “educação infantil”, a professora diz que eu sou esperto, mas que não tenho concentração, e me disperso com muito facilidade. Que posso fazer?  Minha vida tem sido complicada...

Eu tenho uma irmã, e sou muito apegado a Naná, ela também mora aqui no abrigo e tem quatro anos, ela pensa que é uma princesinha negra. É muito vaidosa, adora passar baton e usar pulseiras, e adora tudo rosa, é muito dengosa e cheia amigas, gosta de brincar de boneca, e canta todo o tempo, mas sente muito a falta da mamãe e por isso vive pedindo atenção.

Nosso irmão mais velho é o Tonho, tem oito anos, mas de nós três é o que mais sofreu por causa da vida que tivemos, ele ficou atrasado na escola e com dificuldade para aprender, ele precisa muito de um tratamento fonoaudiológico porque tem dificuldades na fala, mas ainda não conseguiu... Ele é como eu, adora jogar bola, e como a Naná, adora atividades que envolvam música, e gosta muito de hip-hop. Ele é o artista da família, adora desenho e pintura. O Tonho surpreende porque por um lado é muito impulsivo e um pouco agressivo, mas por outro, é espontâneo, carinhoso e alegre, mas quando as tias chamam a atenção dele, ele reconhece os seus erros.

Nós precisamos de pais para cuidar de nós com o carinho e a dedicação que nunca tivemos, e esses pais precisam ser muito pacientes com problemas de aprendizagem porque eu e o meu irmão vamos mesmo precisar da ajuda deles para superar o nosso atraso. Você acha que pode ser nosso pai, ou, nossa mãe?

Informações mais detalhadas podem ser obtidas no Núcleo de Psicologia do Juizado da Comarca de Petrópolis com as psicólogas Simone, ou Marta, através do telefone (24) 2244.6296, ou pelo e-mail petservpsi@tjrj.jus.br

 

 



Escrito por GAFAP às 10h43
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